RELAÇÕES SUSPEITAS | Deputada Coronel Fernanda pede criação de CPMI para investigar denúncias envolvendo Roberta Luchsinger e Lulinha

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A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) apresentou neste sábado (17) um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar possíveis práticas de tráfico de influência, corrupção, favorecimento indevido e conflitos de interesses envolvendo a empresária Roberta Luchsinger, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e eventuais agentes públicos federais.

A iniciativa ocorreu após declarações de Roberta Luchsinger em entrevista concedida à CNN Brasil na noite deste sábado (17). Na ocasião, a empresária relatou supostos encontros entre Lulinha e ministros do governo federal, além de mencionar discussões relacionadas a políticas públicas, especialmente no setor de medicamentos à base de canabidiol. Ela também afirmou que pretendia colaborar com as investigações em andamento.

O requerimento, apresentado por Coronel Fernanda e que conta com a participação da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), solicita a formação de uma comissão composta por 15 deputados federais e 15 senadores, com igual número de suplentes. O prazo previsto para os trabalhos é de 90 dias, prorrogável conforme as regras regimentais.

A deputada Coronel Fernanda, autora da CPMI do INSS, atua para colher as assinaturas necessárias para a criação da CPMI. Enquanto membro da CPMI do INSS, chegou a pautar depoimentos de Roberta e Lulinha para apurar possível envolvimento no escândalo do INSS.

Encontros com ministros e políticas públicas

Entre os pontos que a eventual CPMI deverá esclarecer estão as declarações de Roberta Luchsinger de que teria presenciado Lulinha em encontros com ministros do governo federal em diferentes ocasiões. Durante a entrevista, a empresária afirmou que ele teria viajado à residência do então ministro Camilo Santana, no Ceará.

Outro aspecto mencionado é a suposta participação, presença ou acompanhamento de Lulinha em discussões sobre políticas públicas, especialmente aquelas relacionadas a medicamentos à base de canabidiol.

A comissão deverá verificar a existência desses encontros, suas datas, os participantes e as respectivas finalidades. Também deverá apurar se houve interlocução entre particulares e autoridades para tratar de decisões administrativas, medidas regulatórias, contratos, autorizações, benefícios ou oportunidades econômicas.

Outro ponto incluído na justificativa são as declarações de Roberta Luchsinger sobre supostas ameaças de morte. De acordo com o documento, a empresária afirmou temer por sua segurança e pela integridade de suas filhas, além de ter responsabilizado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva caso algo acontecesse com ela ou com familiares.

A proposta estabelece que esses episódios sejam examinados com cautela, mediante a verificação de eventuais registros de ocorrência, mensagens, comunicações e informações que possam contribuir para esclarecer a materialidade, a autoria e as circunstâncias das ameaças relatadas.

“As declarações justificam o aprofundamento da fiscalização parlamentar sobre as relações entre interesses entre Roberta, Lulinha e agentes públicos”, afirma a Coronel Fernanda.

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