
A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) participou, nesta terça-feira (13), em São Paulo, de uma articulação nacional voltada ao fortalecimento das mulheres na política e no setor produtivo. Representando a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), ela foi convidada a integrar a Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas, iniciativa que busca aproximar o Congresso Nacional das lideranças femininas do agronegócio, da indústria e do comércio para transformar demandas em propostas legislativas.
Durante o encontro, a parlamentar destacou que ampliar a presença feminina na política exige mais do que conquistar cadeiras no Legislativo. É preciso garantir condições para que as mulheres exerçam seus mandatos com autonomia, enfrentem pressões e tenham suas pautas efetivamente discutidas.
“Dizer que ser parlamentar, num primeiro momento, parece ser fácil e dócil, mas não é. Nós sabemos das lutas que enfrentamos no Parlamento e também da responsabilidade que temos com a sociedade de fomentar cada vez mais o trabalho para as mulheres”, afirmou Coronel Fernanda.
A deputada ressaltou que as mulheres representam mais da metade da população brasileira e que o avanço da participação feminina nas eleições deste ano demonstra a importância de ampliar sua presença nos espaços de decisão. Para ela, o crescimento da representatividade precisa ser acompanhado de oportunidades concretas para que mais mulheres ocupem posições de liderança.
“Nós somos mais de 50% dos habitantes em todos os estados, em todos os municípios, e a eleição mostrou muito isso, como as mulheres se destacaram. Aumentamos o número de mulheres não só na bancada federal, mas também nas bancadas estaduais. Isso mostra que estamos avançando, mas precisamos continuar trabalhando para que essa participação se transforme em conquistas reais”, declarou.
Representando uma das principais frentes parlamentares ligadas ao setor produtivo brasileiro, Coronel Fernanda enfatizou a importância de criar condições para que mulheres empreendedoras tenham acesso não apenas a incentivos para iniciar seus negócios, mas também ao suporte necessário para mantê-los e expandi-los.
“Fomentar, a gente fomenta no primeiro momento, mas, se a gente não der o suporte para ela continuar, ela para no meio do caminho. Nós temos projetos importantes tramitando no Congresso Nacional, não só para incentivar o empreendedorismo, mas também para garantir segurança às mulheres. Precisamos criar condições para que elas possam começar, permanecer e crescer”, pontuou.
A agenda da Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas reúne três propostas prioritárias. O PL 2.632/2026, denominado Mulheres em Movimento, que prevê medidas de incentivo à autonomia econômica, à qualificação e ao acesso a mercados. Já o PL 674/2022 propõe a criação de um fundo permanente para financiar ações de capacitação e empreendedorismo feminino.
O terceiro, PL 4.248/2025, busca ampliar a proteção legal de mulheres vítimas de violência patrimonial em situações de violência doméstica e familiar.
“A gente lembra da violência física porque ela deixa uma marca mais visível e provoca repúdio. Mas a mulher sofre todo tipo de violência que a gente possa imaginar. A violência patrimonial também é algo que aterroriza as mulheres e precisa ser tratada como um assunto importante. Não podemos olhar apenas para aquilo que fica evidente, porque existem outras formas de violência que comprometem a liberdade e a autonomia feminina”, completou.
Coronel Fernanda também denunciou as pressões enfrentadas por mulheres que ocupam cargos públicos e defendeu o direito de se posicionarem sem sofrer intimidações.
“As mulheres sofrem violência política o tempo todo. Muitas são coagidas e não conseguem se posicionar livremente, a não ser que falem aquilo que alguns homens querem ouvir. O homem correto, que tem princípios, é aquele que fortalece a mulher, que quer vê-la crescer e fazer parte de todos os ambientes. Nós precisamos garantir que as mulheres tenham voz e liberdade para defender aquilo em que acreditam”, afirmou.






